31 de março de 2011

A Era da Correria

Incrível a mensagem. Nos dias de hoje, nada mais real...infelizmente. Vale a pena parar e pensar.



"Nós bebemos demais, gastamos sem critérios. Dirigimos rápido demais, ficamos acordados até muito mais tarde, acordamos muito cansados, lemos muito pouco, assistimos TV demais e raramente estamos com Deus. Multiplicamos nossos bens, mas reduzimos nossos valores. Nós falamos demais, amamos raramente, odiamos frequentemente. Aprendemos a sobreviver, mas não a viver; adicionamos anos à nossa vida e não vida aos nossos anos. Fomos e voltamos à Lua, mas temos dificuldade em cruzar a rua e encontrar um novo vizinho. Conquistamos o espaço, mas não o nosso próprio. Fizemos muitas coisas maiores, mas pouquíssimas melhores. Limpamos o ar, mas poluímos a alma; dominamos o átomo, mas não nosso preconceito; escrevemos mais, mas aprendemos menos; planejamos mais, mas realizamos menos. Aprendemos a nos apressar e não, a esperar. Construímos mais computadores para armazenar mais informação, produzir mais cópias do que nunca, mas nos comunicamos cada vez menos. Estamos na era do 'fast-food' e da digestão lenta; do homem grande, de caráter pequeno; lucros acentuados e relações vazias. Essa é a era de dois empregos, vários divórcios, casas chiques e lares despedaçados. Essa é a era das viagens rápidas, fraldas e moral descartáveis, das rapidinhas, dos cérebros ocos e das pílulas 'mágicas'. Um momento de muita coisa na vitrine e muito pouco na dispensa. Uma era que leva esta carta a você e uma era que te permite dividir essa reflexão ou simplesmente clicar 'delete'.
Lembre-se de passar tempo com as pessoas que ama, pois elas não estarão aqui para sempre.
Lembre-se de dar um abraço carinhoso em seus pais, num amigo, pois não lhe custa um centavo se quer.
Lembre-se de dizer 'eu te amo' à sua companheira(o) e ás pessoas que ama, mas em primeiro lugar, se ame... se ame muito.
Um beijo e um abraço curam a dor, quando vem de lá de dentro. Por isso valorize sua família e as pessoas que estão ao seu lado, sempre."

Fonte: George Carlin - humorista, ator e autor - junto a Lenny Bruce, pioneiro no humor de crítica social.





28 de março de 2011

Ele não desiste, mas também não assume!


Já ouvi muitas mulheres reclamando da falta de postura dos homens. Sejam maridos, namorados ou apenas "rolos" (encontros casuais), elas pedem uma atitude mais assertiva e coerente, mas eles insistem em se fingirem de mortos.

Justiça seja feita, também existem mulheres que se comportam desta maneira. Ou seja, estamos falando de pessoas que simplesmente não se colocam! Não desistem, não vão embora, mas também não assumem e não se comprometem. Infelizmente, vão levando a vida assim, sem fazer escolhas, sem se entregarem sequer aos seus próprios sentimentos.

Bom lembrar que o silêncio e a ausência são as formas mais fáceis de se enlouquecer uma pessoa, porque ela fica sem referências, sem respostas, sentindo-se perdida em seus próprios pensamentos, sem ter uma negação ou uma confirmação. Portanto, trata-se de uma enorme covardia usar desta "arma" da comunicação para lidar com alguém a quem se ama, pelo menos supostamente. Duas pessoas precisam dialogar para se entenderem. Se isso não acontece, a tendência é que ao menos uma delas se sinta completamente sem norte!

E quem está nesta situação, tentando experimentar uma relação mais madura ou, pelo menos, mais clara, termina sem saber o que fazer, como agir e até onde cobrar. Na expectativa de que uma conversa ou uma decisão pessoal possa esclarecer quais são as verdadeiras intenções do outro, passam semanas, meses e até anos à espera de uma resposta. E quando, cansadas de tanto silêncio, tantas desculpas ou tantas contradições, pressionam de forma mais categórica e exigem um posicionamento, o outro geralmente reage - e bem mal!

Comumente, esses tipos se colocam no lugar de vítimas, acusando o outro de fazer pressão demais, de cobrar demais e de não ser compreensivo. Daí, aproveitam para justificar sua falta de postura baseando-se no momento caótico: o da gota d'água, quando já não se agüenta mais e parte-se para o extremos das acusações. E assim, como se realmente estivessem cheios de razão, são capazes de ir embora ou de simplesmente voltarem à inércia inicial após a crise, como se nada tivesse acontecido, deixando ao outro a impressão de que são, de fato, exagerados, loucos ou incompreensivos.

A questão é a seguinte: um relacionamento é composto por duas pessoas. Quando uma tem perguntas e a outra não quer dar respostas, ou quando uma assume o que sente e se compromete e a outra apenas vai levando, alguém terá de tomar uma decisão e, obviamente, vai sobrar para quem está em busca das respostas, para o mais maduro, para quem sabe o que quer para sua vida.

Se este é o seu caso, ou seja, se a pessoa com quem você se relaciona não desiste de você, mas também não assume o que quer, você mesmo terá de encontrar as respostas que deseja, nem que sejam as suas próprias. Isto é, se está cansado de esperar o posicionamento do outro, exausto de cobrar, de pressionar, de tentar conversar e ele continua feito uma estátua, fazendo-se de muda, cega e surda, prepare-se para algumas resoluções básicas.

Em primeiro lugar, comece a reforçar sua segurança. Ou melhor, dia após dia, passe a repetir para si mesmo o que você quer para seu futuro, o que espera de um relacionamento, o que pretende viver com a pessoa que estiver ao seu lado, supostamente compartilhando a vida.

Em seguida, mas somente quando se sentir seguro o bastante do que deseja, deixe bem claro ao outro que seu limite está chegando ao fim e de que, embora goste muito dele e queira muito manter essa relação, precisa da participação efetiva e contundente dele. Caso contrário, pretende desistir desta situação e tentar recomeçar.

Não se esqueça de falar direta e objetivamente sobre o que quer. Casar? Ter filhos? Usar aliança? Morar junto? Não sei... descubra exatamente o que você deseja e informe o outro, assumindo seus sonhos sem medo de parecer cafona ou antiquado. É sobre sua vida, seu futuro e sua felicidade que estamos falando e se nem você mesmo souber o que deseja, será difícil convencer o Universo de que você merece tudo isso!

Por fim, estabeleça um tempo-limite para que o outro se coloque, assuma ou desista categoricamente desta relação. Enfim, para que o deixe saber o que ele realmente pretende, sem ficar lhe enrolando indefinidamente e fazendo você perder tempo investindo neste encontro. Mas não precisa contar sobre esse limite para o outro. É uma decisão sua, que não deve ser compartilhada por uma razão óbvia: caso essa data chegue e você não se sinta pronto para colocar um ponto final nesta história, poderá estabelecer uma nova data limite. Isso evita que você fale e volte atrás, perdendo sua credibilidade e deixando o outro acreditar que você só promete que vai terminar, mas na hora "h", não cumpre.

E assim, consciente do que quer e se sentindo seguro quanto ao que merece da vida, assuma-se e pare de esperar pelas respostas do outro, que vem mostrando há tempos que não se importa com suas perguntas! A maior responsabilidade pela realização de seus desejos é, felizmente, sua! Portanto, faça acontecer!
Rosana Braga - Palestrante, Jornalista, Consultora em Relacionamentos

23 de março de 2011

O sotaque das mineiras


O sotaque das mineiras deveria ser ilegal, imoral ou engordar.
Porque, se tudo que é bom tem um desses horríveis
efeitos colaterais, como é
que o falar, sensual e lindo ficou de fora?
Porque, Deus, que sotaque!

Mineira devia nascer com tarja preta avisando:
ouvi-la faz mal à saúde.
Se uma mineira, falando mansinho, me pedir para
assinar um contrato doando
tudo que tenho, sou capaz de perguntar: só isso?
Assino achando que ela me
faz um favor.

Eu sou suspeitíssimo. Confesso: esse sotaque me desarma.
Certa vez quase propus casamento a uma menina que
me ligou por engano, só pelo sotaque.
Os mineiros têm um ódio mortal das palavras completas.
Preferem, sabe-se lá
por que, abandoná-las no meio do caminho (não dizem:
pode parar, dizem: "pó parar").

Os não-mineiros, ignorantes nas coisas de Minas,
supõem, precipitada e levianamente,
que os mineiros vivem
- lingüisticamente falando -
apenas de uais, trens e sôs.
Digo-lhes que não. Mineiro não fala que o sujeito é
competente em tal ou qual atividade.
Fala que ele é bom de serviço.

Pouco importa que seja um juiz de direito,
um jogador de futebol ou um ator
de filme pornô.
Se der no couro - metaforicamente falando, claro -
ele é bom de serviço.

Faz sentido...

Mineiras não usam o famosíssimo tudo bem.
Sempre que duas mineiras se encontram, uma delas
há de perguntar pra
outra: "cê tá boa?"
Para mim, isso é pleonasmo. Perguntar para uma
mineira se ela tá boa é desnecessário.

Vamos supor que você esteja tendo um caso com
uma mulher casada.
Um amigo seu, se for mineiro, vai chegar e dizer:
Mexe com isso não, sô (leia-se: sai dessa, é fria, etc).
O verbo "mexer", para os mineiros, tem os mais
amplos significados.
Quer dizer, por exemplo, trabalhar.
Se lhe perguntarem com que você mexe, não fique ofendido.
Querem saber o seu ofício.

Os mineiros também não gostam do verbo conseguir.
Aqui ninguém consegue
nada. Você não dá conta.
Sôcê (se você) acha que não vai chegar a tempo,
você liga e diz:
Aqui, não vou dar conta de chegar na hora, não,sô.

Esse "aqui" é outro que só tem aqui.
É antecedente obrigatório, sob pena de punição pública,
de qualquer frase. É mais usada, no entanto,
quando você quer falar e não estão lhe
dando muita atenção: é uma forma de dizer, "olá,
me escutem, por favor".
É a última instância antes de jogar um pão de queijo
na cabeça do interlocutor.

Mineiras não dizem "apaixonado por".
Dizem, sabe-se lá por que, "pêxonado com".
Soa engraçado aos ouvidos forasteiros.
Ouve-se a toda hora: "Ah, eu pêxonei com ele...".
Ou: "sou doida com ele" (ele, no caso, pode ser você,
um carro, um cachorro).
Elas vivem apaixonadas "com" alguma coisa.

Que os mineiros não acabam as palavras,
todo mundo sabe. É um tal de "bonitim",
"fechadim", e por aí vai.
Já me acostumei a ouvir: "E aí, vão?". Traduzo:
"E aí, vamos?".

Não caia na besteira de esperar um "vamos"
completo de uma mineira. Não ouvirá nunca.
Eu preciso avisar à língua portuguesa que gosto muito dela,
mas prefiro, com todo respeito, a mineira. Nada pessoal.
Aqui certas regras não entram. São barradas
pelas montanhas.

No supermercado, não faz muitas compras, ele compra
"um tanto de côsa".
O supermercado não estará lotado, ele terá
"um tanto de gente".
Se a fila do caixa não anda, é porque está
"agarrando" [aliás,"garrando"] lá na frente. Entendeu?
Agarrar é agarrar, ora!

Se, saindo do supermercado, a mineirinha vir
um mendigo e ficar com pena,
suspirará: Ai, gente, que dó. É provável que
a essa altura o leitor já
esteja apaixonado pelas mineiras.

Não vem caçar confusão pro meu lado.
Porque, devo dizer, mineiro não arruma briga,
mineiro "caça confusão".
Se você quiser dizer que tal sujeito é arruaceiro,
é melhor falar, para se fazer entendido,
que ele "vive caçando confusão".

Para uma mineira falar do meu desempenho sexual,
ou dizer que algo é muitíssimo bom vai dizer: "Ô, é sem noção".
Entendeu, leitora? É sem noção! Você não tem, leitora,
idéia do "tanto de bom" que é.
Só não esqueça, por favor, o "Ô" no começo,
porque sem ele não dá para dar
noção do tanto que algo é sem noção, entendeu?

Capaz... Se você propõe algo e ela diz: capaz!!!
Vocês já ouviram esse "capaz"? É lindo.
Quer dizer o quê? Sei lá, quer
dizer "ce acha que eu faço isso"? com algumas
toneladas de ironia...
Se você ameaçar casar com a Gisele Bundchen,
ela dirá: "Ô dó dôcê".
Entendeu? Não? Deixa para lá.

É parecido com o "nem...". Já ouviu o "nem..."?
Completo ele fica: - Ah, nem...
O que significa? Significa, amigo leitor,
que a mineira que o pronunciou não
fará o que você propôs de jeito nenhum.
Mas de jeito nenhum.

Você diz: "Meu amor, cê anima de comer
um tropeiro no Mineirão?".
Resposta: "Nem..." Ainda não entendeu? Uai, nem é nem.

Leitor, você é meio burrinho ou é impressão?
A propósito, um mineiro não pergunta: "você não vai?".
A pergunta, mineiramente falando, seria:
"cê não anima de ir"?
Tão simples. O resto do Brasil complica tudo.

É, ué, cês dão umas volta pra falar os trem...
Falando em "ei...".
As mineiras falam assim, usando, curiosamente,
o "ei" no lugar do "oi".
Você liga, e elas atendem lindamente: "eiiii!!!",
com muitos pontos de exclamação, a depender da saudade...
Tem tantos outros...

O plural, então, é um problema. Um lindo problema,
mas um problema.
Sou, não nego, suspeito.
Minha inclinação é para perdoar, com louvor,
os deslizes vocabulares das mineiras.

Aliás, deslizes nada.
Só porque aqui a língua é outra, não quer dizer
que a oficial esteja com a razão.
Se você, em conversa, falar: Ah, fui lá
comprar umas coisas..
Ques côsa? - ela retrucará.
O plural dá um pulo. Sai das coisas e vai para o que.

Ouvi de uma menina culta um "pelas metade",
no lugar de "pela metade".
E se você acusar injustamente uma mineira, ela,
chorosa, confidenciará:
Ele pôs a culpa "ni mim".

A conjugação dos verbos tem lá seus
mistérios em Minas...
Ontem, uma senhora docemente me consolou:
"prôcupa não, bobo!".
E meus ouvidos, já acostumados às ingênuas
conjugações mineiras, nem se
espantam. Talvez se espantassem se ouvissem um:
"não se preocupe", ou algo assim.

A fórmula mineira é sintética. E diz tudo.
Até o "tchau" em Minas é personalizado.
Ninguém diz tchau pura e simplesmente.
Aqui se diz: "tchau procê", "tchau procês".
É útil deixar claro o destinatário do tchau.
Então..."

Um abraço bem apertado procê

Carlos Drummond de Andrade

18 de março de 2011

A lenda do Amor



Era uma vez, o AMOR...

O AMOR morava numa casa de estrelas e toda enfeitada de sol.
Mas não havia luz na casa do AMOR, afinal, a luz era o próprio AMOR.

Uma vez o AMOR queria uma casa mais linda para si.
Então fez a terra, e na terra fez a carne e na carne soprou a vida
e na vida imprimiu a imagem de sua semelhança. E chamou a vida de homem.
E, dentro do peito do homem, o AMOR construiu a sua casa pequenina, mas palpitante, inquieta e insatisfeita como o próprio AMOR. E o AMOR foi morar no coração do homem.
E coube todinho lá dentro porque o coração do homem foi feito do infinito.

Uma vez...o homem ficou com inveja do AMOR.
Queria para si a casa do AMOR, só para si. Queria para si a felicidade do AMOR como se o AMOR pudesse viver só.

Então o AMOR foi-se embora do coração do homem.
O homem começou a encher seu coração, encheu-o com todas as riquezas da terra e ainda ficou vazio (ele sempre tinha fome).
Uma vez...resolveu repartir o seu coração com as criaturas da Terra.

O AMOR soube...vestiu-se de carne e veio também receber o coração do homem.
Mas o homem reconheceu o AMOR e o pregou numa cruz.
E continuou a derramar o suor para ganhar a comida.

O AMOR teve uma idéia: Vestiu-se de comida, se disfarçou de pão e ficou quietinho...
E quando o homem faminto ingeriu a comida o AMOR voltou para a sua casa, no coração do homem.
E o coração do homem se encheu de plenitude.


1 de fevereiro de 2011

Erga-se


"Sabe aquele momento que a gente pensa
que chegou no limite das próprias forças e que
não vai mais conseguir avançar?
Quando não contemos as lágrimas (e nem devemos!)
e tudo parece um grande vazio...
Esse momento que, não importa a nossa idade,
pensamos que já é o fim...
e um desânimo enorme toma conta da gente...
Esse momento, ao contrário do que parece,
é justamente o ponto de partida!!!
Se chegamos a um estado em que não avançamos mais,
é que devemos provavelmente tomar uma outra direção.

Quando chegamos a esse ponto de tal insatisfação
é sinal de que alguma coisa deve ser feita.
Não espere que os outros construam pra você,
planeje e faça!
Você é responsável pelos próprios sonhos e pela realização destes.
Nas obras da vida não precisamos de arquitetos
para planejar por nós.
Com um pouco de imaginação e um muito de
boa vontade podemos reconstruir sozinhos a casa
que vamos morar e o futuro que nos oferecemos.

É humano se sentir fragilizado , e é necessário para que tenhamos
consciência que não somos infalíveis,
não somos super-heróis,
mas seria desumano parar por aí, e injusto,
para os outros,
mas principalmente para nós mesmos.
Recomeçar é a palavra!
Recomeçar cada vez, a cada queda,
a cada fim de uma estrada! Insistir!...
Se alguém te feriu, cure-se!
Se te derrubaram, levante-se!
Se te odeiam, ame!
Erga-se! Erga a cabeça!
Olhando pra baixo só podemos ver os próprios pés.
É preciso olhar pra frente.
Plante uma árvore, faça um gesto gentil,
tenha um atitude positiva.
É sempre possível fazer alguma coisa!
Não culpe os outros pelas próprias desilusões,
pelos próprios fracassos.
Se somos nossos próprios donos para as nossas vitórias,
por que não sermos para as nossas derrotas?
Onde errou, não erre mais!
Onde caiu, não caia mais!
Se você já passou por determinado caminho,
deve ter aprendido a evitar certas armadilhas.
Então, siga!
Não se esqueça de uma grande promessa feita na Bíblia:
"Esforça-te e eu te ajudarei."

Dê o primeiro passo... depois caminhe!!!
Tenho certeza que a felicidade não mora ao seu lado,
nem à sua frente, ela está junto de você!"

Autor: Letícia Thompson

27 de janeiro de 2011

Fator de DESCARTE


Estávamos, eu e uma amiga, conversando sobre antigos namorados, quando ela me contou uma história engraçada que havia acontecido com ela há muito tempo. Estava saindo com um cara que já demonstrara não ser exatamente um príncipe encantado, mas vá lá, ela seguia tentando, até que um dia estavam dentro do carro e o rádio começou a tocar uma música de Tom Jobim. Ele disse:"Não suporto esse xarope" e trocou de estação. Ela não teve dúvida trocou de namorado. Não gostar de Tom Jobim foi o que ela chama de "fator de descarte". Me assegurou que todos nós, homens e mulheres, temos pelo menos um fator que faz com que paremos de investir numa paquera. Um fator que é intransponível. E então ele me perguntou: qual é o teu?

Fiz um rápido retrospecto da minha vida amorosa - rápido mesmo, porque o elenco é pequeno - e cheguei à conclusão de que meu único fator de descarte seria a violência e a canalhice. Eu não me relacionaria com ninguém qu e ameaçasse minha integridade física e também com ninguém que não tivesse princípios éticos.
Fora isso, não me importo que o candidato a príncipe não goste de Tom Jobim ou que seja gremista, baixinho, caolho e manque de uma perna, desde que possua o meu "fator de exigência", que é único, subjetivo e não vou revelar qual é.

Essa história de "fator de descarte" explica a existência de tantos desencontros amorosos, de tanta gente continuar comendo mosca quando poderia estar vivendo uma relação no mínimo, surpreendente. A longa lista de "isso não tolero" é praticamente um passaporte para a solidão. As pessoas não dão chance para os diferentes, para os que não têm o mesmo nível cultural ou o mesmo padrão econômico. Desejam alguém que pense igual, se comporte igual, tenha os mesmos gostos, o mesmo tipo de amigos, preferências idênticas. No entanto, quem garante que um fã de Tom Jobim não possa ser um buldogue no convívio diário? E quem garante que um fã do padre Fábio de Melo não possa levar uma mulher às alturas? Hosana nas alturas!

Eu prefiro Tom Jobim a qualquer padre, pagodeiros, sertanejo e acredito que ter afinidades é decisivo para o sucesso de uma relação a dois, mas à vezes um prefere Paris e outro prefere acampar em Rolante, e aí, como faz?
Relacionar-se é a oportunidade suprema de invadir universos desconhecidos e extrair diversão das indiadas. Claro que há grande chance de virar um deus nos acuda, mas não se pode cultivar ideias imutáveis, tipo "jamais trocarei uma noite no Café de la Musique por um churrasquinho de gato na Lomba do Pinheiro.
Exagerei, né? Churrasquinho de gato na Lamba do Pinheiro, fracamente . Só se o cara - ou a fulana - cumprir muito à risca seu fator de exigência. No que diz respeito ao meu, é algo subjetivo, já falei. Altamente psicológico.Pense naquilo que é imprescindível para justificar que você envolva com outra pe ssoa a ponto de abrir mão da sua liberdade. Pois então: eis o seu fator de exigência.É isso que importa. De resto, deixe para ouvir Garota de Ipanema em casa, Tom Jobim não vai fugir.

Fonte: Martha Medeiros ( Hoje em Dia, o Globo e Zero Hora)

24 de janeiro de 2011

Maridos, acordem!!


Ele tornou-se um advogado especialista, não queria saber de outra função que não fosse a sua especialidade. Um dia, em casa, sua mulher pediu:
- Querido, o ferro não esquenta. Dê uma olhada, por favor...
- Querida, acooordaaaaaa!!! Eu não sou eletricista!!! Sou advogado!
No outro dia:
- Querido, a pia entupiu. Você pode dar uma olhadinha?
- Querida, acoooordaaaaaa!!! Eu não sou encanador!!! Eu sou um advogado!!!!!
Na segunda-feira seguinte:
- Querido, a torradeira está pegando fogo!
- Mulher, vê se acooordaaaaaaa!!! (alterado) Eu não sou bombeiro,
SOU A - DI - VO - GA - DOOOO!!!!!
No fim de semana, descansando, ele descobre que tudo o que a mulher havia reclamado estava em perfeito funcionamento.
E ele pergunta:
- Querida, quem fez todos esses reparos?
- Ora, querido, você lembra daquele seu amigo engenheiro que você trouxe para jantar aqui no sábado passado?
- Sim, lembro.
- Então, ele se prontificou a consertar tudo.
- Como assim? Ele fez tudo de graça?
- É claro que não! Ele me disse que eu poderia pagar de duas formas:
eu faria outro prato igual ao que ele jantou aqui
ou lhe dava o prazer de um sexo bem animal...
- E o que você fez?!?!

- Querido... Helloooo... Acoooordaaaa!!!!! Eu NÃO sou  Co - zi - nhei - raaaaa........