27 de janeiro de 2011

Fator de DESCARTE


Estávamos, eu e uma amiga, conversando sobre antigos namorados, quando ela me contou uma história engraçada que havia acontecido com ela há muito tempo. Estava saindo com um cara que já demonstrara não ser exatamente um príncipe encantado, mas vá lá, ela seguia tentando, até que um dia estavam dentro do carro e o rádio começou a tocar uma música de Tom Jobim. Ele disse:"Não suporto esse xarope" e trocou de estação. Ela não teve dúvida trocou de namorado. Não gostar de Tom Jobim foi o que ela chama de "fator de descarte". Me assegurou que todos nós, homens e mulheres, temos pelo menos um fator que faz com que paremos de investir numa paquera. Um fator que é intransponível. E então ele me perguntou: qual é o teu?

Fiz um rápido retrospecto da minha vida amorosa - rápido mesmo, porque o elenco é pequeno - e cheguei à conclusão de que meu único fator de descarte seria a violência e a canalhice. Eu não me relacionaria com ninguém qu e ameaçasse minha integridade física e também com ninguém que não tivesse princípios éticos.
Fora isso, não me importo que o candidato a príncipe não goste de Tom Jobim ou que seja gremista, baixinho, caolho e manque de uma perna, desde que possua o meu "fator de exigência", que é único, subjetivo e não vou revelar qual é.

Essa história de "fator de descarte" explica a existência de tantos desencontros amorosos, de tanta gente continuar comendo mosca quando poderia estar vivendo uma relação no mínimo, surpreendente. A longa lista de "isso não tolero" é praticamente um passaporte para a solidão. As pessoas não dão chance para os diferentes, para os que não têm o mesmo nível cultural ou o mesmo padrão econômico. Desejam alguém que pense igual, se comporte igual, tenha os mesmos gostos, o mesmo tipo de amigos, preferências idênticas. No entanto, quem garante que um fã de Tom Jobim não possa ser um buldogue no convívio diário? E quem garante que um fã do padre Fábio de Melo não possa levar uma mulher às alturas? Hosana nas alturas!

Eu prefiro Tom Jobim a qualquer padre, pagodeiros, sertanejo e acredito que ter afinidades é decisivo para o sucesso de uma relação a dois, mas à vezes um prefere Paris e outro prefere acampar em Rolante, e aí, como faz?
Relacionar-se é a oportunidade suprema de invadir universos desconhecidos e extrair diversão das indiadas. Claro que há grande chance de virar um deus nos acuda, mas não se pode cultivar ideias imutáveis, tipo "jamais trocarei uma noite no Café de la Musique por um churrasquinho de gato na Lomba do Pinheiro.
Exagerei, né? Churrasquinho de gato na Lamba do Pinheiro, fracamente . Só se o cara - ou a fulana - cumprir muito à risca seu fator de exigência. No que diz respeito ao meu, é algo subjetivo, já falei. Altamente psicológico.Pense naquilo que é imprescindível para justificar que você envolva com outra pe ssoa a ponto de abrir mão da sua liberdade. Pois então: eis o seu fator de exigência.É isso que importa. De resto, deixe para ouvir Garota de Ipanema em casa, Tom Jobim não vai fugir.

Fonte: Martha Medeiros ( Hoje em Dia, o Globo e Zero Hora)

24 de janeiro de 2011

Maridos, acordem!!


Ele tornou-se um advogado especialista, não queria saber de outra função que não fosse a sua especialidade. Um dia, em casa, sua mulher pediu:
- Querido, o ferro não esquenta. Dê uma olhada, por favor...
- Querida, acooordaaaaaa!!! Eu não sou eletricista!!! Sou advogado!
No outro dia:
- Querido, a pia entupiu. Você pode dar uma olhadinha?
- Querida, acoooordaaaaaa!!! Eu não sou encanador!!! Eu sou um advogado!!!!!
Na segunda-feira seguinte:
- Querido, a torradeira está pegando fogo!
- Mulher, vê se acooordaaaaaaa!!! (alterado) Eu não sou bombeiro,
SOU A - DI - VO - GA - DOOOO!!!!!
No fim de semana, descansando, ele descobre que tudo o que a mulher havia reclamado estava em perfeito funcionamento.
E ele pergunta:
- Querida, quem fez todos esses reparos?
- Ora, querido, você lembra daquele seu amigo engenheiro que você trouxe para jantar aqui no sábado passado?
- Sim, lembro.
- Então, ele se prontificou a consertar tudo.
- Como assim? Ele fez tudo de graça?
- É claro que não! Ele me disse que eu poderia pagar de duas formas:
eu faria outro prato igual ao que ele jantou aqui
ou lhe dava o prazer de um sexo bem animal...
- E o que você fez?!?!

- Querido... Helloooo... Acoooordaaaa!!!!! Eu NÃO sou  Co - zi - nhei - raaaaa........










 

30 de dezembro de 2010

Receita de ano novo

Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo
até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?)

Não precisa
fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumidas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.

Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.
Carlos Drummond de Andrade

18 de dezembro de 2010

É com essa que eu vou

Não sou fã de esmalte rosa, agora esse aí...é simplesmente deslumbrante!!! Acabei de renovar, passando duas semanas seguidas.rs... Um rosa choque de chocar! Seu nome tinha que ser inspirado em uma diva. Com vocês...Marilyn, da Impala.


Simplesmente Kirsty Mitchell

Fico impressionada com pessoas com tamanha capacidade de imaginar e fazer acontecer com tanta sensibilidade. Arte é isso. Aliás, essa também é a proposta do blog. Transmitir ideias com sensibilidade.

Foi na sala de espera de um consultório que eu descobrí essa fantástica fotógrafa, Kirsty Mitchell. Não precisa dizer muito. Basta navegar no mundo dela para perceber um dom incrível em forma de cores, movimentos, expressões e uma linda trilha sonora.

Coloco aqui apenas uma pitada do que eu estou falando. O ensaio abaixo foi baseado no conto Alice no País das Maravilhas.

Wonderland









O melhor está no site dela. My AngelNocturne, Le jardin de ma mère e muito mais. Então, clique aqui, ligue o som e pare alguns instantes. Simplesmente aprecie...

9 de dezembro de 2010

Presenteie!

O Natal já está aí. Hora de encher o pé da àrvore de presentes... E você? Ainda não sabe o que vai dar para aquela velha amiga, pra vovó ou até mesmo, para a tão querida sogra?

Já ouviu falar em bilha?... Ta aí um presente simpático, útil e charmosinho!

Bilha ou moringa é um daqueles jarrinhos de gargalo estreito, geralmente feitos de cerâmica ou barro, que servem para colocar água. Descobrí uns modelinhos na Tool Box que são uma verdadeira graça! Decoradas com bolinhas, passarinhos, mandalas e até com imitações de renda. No quarto, no escritório, na cozinha...seja onde for, essas jarrinhas fazem o maior sucesso!

Tenho certeza que, como eu, você também vai querer levar uma dessas pra casa. Confira!

Moringa WE







 
E se você não pretende gastar muito, tem também a Moringa Krosno, de várias cores. O presente ideal! Bom, bonito e barato. 

Moringa Krosno